Um blogue sobre turismo, o destino Porto e o terminal de cruzeiros de Leixões

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sábado, 27 de outubro de 2012

Entrevista Porto de Portimão - Parte III


O "Porto Cruzeiros" apresenta a terceira parte da entrevista realizada junto do Porto de Portimão, cujas respostas são da autoria do Dr. Luís Monteiro – Promoção do Porto de Portimão. 
O "Porto Cruzeiros" agradece a colaboração do Dr. Luís Monteiro e do Dr. José Pedro Silva Soares (Portimão Urbis).

Porto Cruzeiros (PC): Para que o Porto de Portimão possa crescer, ainda mais, quais as principais intervenções necessárias?  
Dr. Luís Monteiro (LM): O Rio Arade apresenta atualmente condições fisiográficas que condicionam o acesso dos navios ao terminal de passageiros pelo seu calado e comprimento. Os fundos insuficientes a -8 m ZH, a exiguidade da largura útil entre molhes e do canal com 150 m, a existência de curvas obrigando a guinadas de 30º, o subaproveitamento do plano de água em frente ao terminal com uma bacia de manobra de apenas 300 m de diâmetro ao invés dos 500 m possíveis, são fatores que concorrem para que as dimensões dos navios atracados estejam limitadas a pouco mais de 200 m de comprimento e a 8 m de calado, pelo que urge melhorar as acessibilidades. Se analisarmos a frota das 10 companhias de cruzeiros com maior quota de mercado em termos de passageiros, verifica-se que dos 140 navios ao serviço destas companhias, apenas 9 têm um comprimento inferior aos 215 m, sendo que 101 navios têm um comprimento entre os 215 m e os 300 m. Neste sentido, urge levar a cabo um conjunto de projetos estruturantes, nomeadamente, o prolongamento do cais de acostagem, dragagem de estabelecimento de fundos a 10 m na barra, no canal de navegação e bacia de manobra, a reconfiguração dos molhes, a requalificação do Terminal de Passageiros e a aquisição de um rebocador multifuncional de apoio às operações em porto e segurança na costa algarvia.

PC: Quais as previsões, relativamente ao desenvolvimento do turismo de cruzeiros em Portimão, nos próximos cinco anos?
LM: O desenvolvimento do turismo de cruzeiros em Portimão depende da realização dos investimentos necessários ao crescimento do número de escalas no porto. A manterem-se as limitações na acessibilidade ao porto, estimamos que haja uma estabilização dos valores atuais, quer em número de escalas, quer em número de passageiros. Naturalmente que o desejo é que o Porto de Portimão se desenvolva e contribua para aumentar os fluxos económicos na região e criar mais emprego, principalmente, tendo em conta que o número de passageiros internacionais cresceu 108% entre 2001 e 2011, de 9.91 milhões para os 20.60 milhões, com perspectivas de incremento em 2012, apesar do contexto económico desfavorável. Se considerarmos que no período entre 2012 e 2016, está prevista a entrega de 24 novos navios de cruzeiros com uma capacidade total de 67.325 passageiros e que 13 destes navios, com uma capacidade total para 30.375 passageiros, serão direcionados para o mercado emissor europeu, bem como a procura de novos destinos e diversificação de portos que as companhias de cruzeiros estão a levar a cabo, apercebemo-nos que o potencial de crescimento do Porto de Portimão, localizado estrategicamente à entrada do Mediterrâneo, é considerável. Neste contexto de crescimento e diversificação do setor de cruzeiros, logo que os investimentos anteriormente referidos venham a ser realizados, estaremos a alargar o mercado potencial do porto, criando condições para que os navios de maior porte possam fazer escala em Portimão, pelo que estamos convictos que os números de passageiros e de escalas irão aumentar exponencialmente.



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