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Caracterização da indústria dos cruzeiros marítimos: as décadas mais recentes - A nível mundial

Amaral (2006) salienta o que Levitt (1960) referiu no seu estudo “Miopia em Marketing” (Universidade de Harvard) quando este chama a atenção para um momento marcante na história da indústria dos transportes, em que as empresas do sector passaram de “transportadoras” a “fornecedoras de serviços turísticos”. Com efeito, as empresas começaram a concentrar-se em aspectos como a diversão e a gastronomia, etc., tendo em conta o ponto de vista dos turistas, ultrapassando a perspectiva de um viajante que procurava apenas deslocar-se de um ponto para outro.
Segundo Ward (2010), o actual conceito de cruzeiro não se alterou muito relativamente ao conceito inicial, apesar da indústria dos cruzeiros ter evoluído, expandido e incluído em pacotes de forma a facilitar o seu consumo. Segundo este autor um cruzeiro atrai actualmente passageiros de todas as idades e de todos os estatutos sócio-económicos.
Quanto à duração de um cruzeiro, são oferecidos, normalmente, itinerários com duração entre 3 e 22 …

Nova edição da Revista "Cruzeiros"

Já se encontra nas bancas a edição nº 5 da revista "Cruzeiros", inteiramente dedicada ao turismo de cruzeiros.
Nesta edição os leitores podem encontrar artigos referentes a diversos temas como uma perspetiva sobre as obras cinematográficas que de alguma forma envolveram navios de cruzeiros, uma apresentação do navio “Black Prince”, um artigo sobre os cruzeiros de volta ao mundo e muito mais.
O panorama do turismo de cruzeiros nos portos Nacionais é também abordado, com referência ao Porto de Leixões, e à inauguração do novo cais de cruzeiros do Porto de Leixões, a 28 de Abril de 2011. Para 2012 prevê-se nova escala do navio “Queen Elizabeth”, da mítica Companhia “Cunard”, assim como, a escala inaugural do navio “Queen Victoria”, da mesma companhia.

Impactos económicos do Turismo de Cruzeiros na Europa

O valor total do impacto económico da indústria de cruzeiros na Europa ultrapassou o da América do Norte pela primeira vez em 2008, tendo repetido o feito em 2009, quando o benefício total da indústria dos cruzeiros para a economia dos Estados Unidos decresceu de 40.200.000 de dólares em 2008 para 35.100.000 de dólares em 2009 (ECC, 2011).
Os cruzeiros podem ter crescido substancialmente na Europa, contudo mantêm-se como um sector de pequena dimensão no que se refere à indústria naval, representando normalmente uma parte menor das actividades portuárias (ECC, 2011). O Porto de Barcelona é o Porto Europeu mais “ocupado” a nível da actividade de cruzeiros marítimos, e mesmo assim, esta área representa menos de 10% do total de tráfego de navios nesse porto. Realizar um cruzeiro é também uma actividade sazonal, sobretudo no Norte da Europa (ECC, 2011).
Neste sentido, a Organização Europeia dos Portos Marítimos refere que os portos geralmente não têm no top da sua lista de prioridades os n…

World Travel Awards - Turismo de cruzeiros

Realizaram-se na passada semana os "World Travel Awards", tendo a cerimónia decorrido no Qatar.
Os vencedores, nas categorias referentes ao turismo de cruzeiros, foram:
- World's Leading Cruise Brand - Royal Caribbean Cruise Line
- World's Leading Cruise Destination - Jamaica
- World's Leading Cruise Line - Royal Caribbean Cruise Line
- World's Leading Cruise Port - Dubai, United Arab Emirates
- World's Leading Cruise Travel Agent - cruise.co.uk

Declaração do European Cruise Council sobre o "Costa Concordia"

Para ler a declaração emitada pelo European Cruise Council relativamente ao acidente do navio "Costa Concordia" basta clicar aqui.

Portugal no contexto da Península Ibérica

Nos 29 portos da Península Ibérica realizaram-se em 2010 um total de 4.371 escalas de navios de cruzeiros, o que corresponde a um crescimento de 7% em relação a 2009, quando se registaram 4.083 escalas (APL, 2011). Portugal representa uma quota de mercado de 17%, dado que das 4.371 escalas, 755 se realizaram em portos Nacionais (APL, 2011).
Passaram, em 2010, pelos 29 portos da Península Ibérica 8.199.368 turistas de cruzeiros, o que representa um aumento de 17% face a 2009. De referir que Portugal representa no contexto da Península Ibérica uma quota de mercado de 13% - 1.066.963 turistas de cruzeiros, em 2010.

Avaliação do grau de satisfação com o cruzeiro

Qu e Ping (1999) concluíram que o nível de satisfação de um turista se encontra relacionado com as suas necessidades e com os objectivos de viagem. Nem todos os turistas conseguem atingir o mesmo nível de satisfação com um determinado produto turístico, sendo por isso relevante compreender as motivações que correspondem aos diferentes níveis de satisfação.
Com base em pesquisas da CLIA, referenciadas por Amaral (2006), o grau de satisfação dos turistas de cruzeiro é elevado, sendo que nove em cada dez desejaria realizar um novo cruzeiro.
Segundo Dickinson e Vladimir (2008) o grau de satisfação dos turistas de cruzeiros é elevado, com uma taxa de 60 a 65% de repetição. Os autores referem ainda que embora existam, na maioria das viagens, passageiros que optam por ficar a bordo durante as escalas, a maioria prefere sair e explorar os destinos.
Segundo o “Inquérito a Passageiros Internacionais de Cruzeiros”, promovido pelo Observatório de Turismo de Lisboa e a Administração do Porto de…