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Sugestão de leitura "Selling the Sea"

Gostava de deixar como sugestão de leitura o livro "Seeling the Sea", da autoria de Bob Dickinson e Andy Vladimir, da editora Wiley.
Após encontrar referências a este livro em alguns artigos sobre o turismo de cruzeiros, resolvi comprá-lo, e como não o consegui encontrar à venda em Portugal fiz uma encomenda no site da "Amazon" (UK).
Este livro apresenta uma perspetiva sobre a evolução do transporte marítimo de passageiros, acompanhando a evolução do navio desde um mero meio de transporte até um verdadeiro destino de férias em si mesmo.

Escalas de cruzeiros como potenciadoras dos destinos turísticos

Quando decorre a escala de um navio de cruzeiros num qualquer porto marítimo dá-se o desembarque de muitos turistas de cruzeiros. Dependendo das suas motivações os turistas optam por participar numa excursão organizada ou então por visitar a região pelos seus próprios meios. Em casos de escalas mais longas os turistas podem ainda optar por fazer as duas coisas.
Durante a escala, o turista de cruzeiro fica a conhecer alguns pontos de interesse do destino, o que permite avaliar, embora por vezes de forma superficial, esse local.
Depois da visita é possível avaliar o grau de satisfação e de fidelização de um turista de cruzeiro relativamente à região visitada. A avaliação pode ser positiva ou negativa, o que influencia a probabilidade desse turista regressar ao destino em cruzeiro ou mesmo por outros meios.
A escala realizada, por muito curta que seja, permite ao turista avaliar se aquele destino é interessante ou não ao ponto de poder programar uma nova visita, possivelmente com esta…

Nova edição da revista "Cruzeiros"

Já se encontra disponível a quarta edição da revista "Cruzeiros", relativa ao trimestre de Outubro a Dezembro de 2011.
Destacamos o artigo sobre os novos navios de cruzeiros que deverão entrar no mercado em 2012, como o "Aida Mar", o "Celebrity Reflection", o "Disney Fantasy", o "Carnival Breeze", o "MSC Divina", o "Costa Fascinosa" e o "Riviera".
Na secção "portos nacionais" é apresentado um pequeno resumo da evolução recente do fluxo de navios e turistas de cruzeiros nos portos de Leixões, Lisboa, Portimão, Madeira e Açores. De salientar o caso do Porto de Leixões que apresenta um grande crescimento neste sector, muito devido à construção do novo cais de cruzeiros, em funcionamento desde o mês de Abril de 2011. Para 2012 encontram-se previstas várias escalas inaugurais com destaque para o "Queen Victoria", "Azura" e "Ventura".

A importância dos agentes de viagens na indústria dos cruzeiros

A indústria do turismo de cruzeiros é um dos sectores turísticos onde a taxa de satisfação e repetição é mais elevada.
Os agentes de viagem têm um papel muito importante relativamente ao grau de satisfação e de fidelização dos turistas de cruzeiros.
Quando um potencial turista de cruzeiro procura aconselhamento numa agência de viagens é fundamental que o agente tenha a capacidade e os conhecimentos suficientes para adequar a oferta disponível às motivações e expectativas do turista.
Se o cruzeiro sugerido pelo agente de viagem for de encontro ao que o potencial turista de cruzeiro pretende - descanso, diversão, gastronomia, etc., - é mais provável que satisfação com a experiência "cruzeiro" seja mais elevada, havendo assim maior probabilidade de repetir a experiência, potencialmente com a mesma companhia ou até no mesmo navio.

Qual o maior navio de cruzeiros no mercado?

O maior navio de cruzeiros do mundo, o “Allure of the Seas”, chegou ao mercado em Dezembro de 2010, sendo este o segundo navio da classe “Oasis” da Royal Caribbean International. Este navio é similar ao “irmão” “Oasis of the Seas”, mas apresenta algumas diferenças como o facto de ter mais 5 cm de comprimento e algumas variações na oferta existente a bordo (in www.cruisecritc.com).
O “Oasis of the Seas” da Royal Caribbean International chegou ao mercado em 2009, com 220.000 toneladas, 360 metros de comprimento, com uma altura de 16 decks, e com a capacidade de transportar até 6400 passageiros. Ward (2010) chega a comparar a experiência de estar a bordo de um navio com estas características, como estar no interior de um grande Shopping.

Sugestão de leitura "Cruzeiros marítimos"

Para quem pretender ler um livro em português sobre a indústria dos cruzeiros e o produto cruzeiro enquanto forma de fazer férias, gostaria de sugerir o livro "Cruzeiros marítimos" de Ricardo Amaral.
Para conseguir este livro fiz uma encomenda na FNAC e aguardei cerca de três semanas pela sua chegada.
Esta publicação foi uma das que utilizei na revisão bibliográfica da minha tese de Mestrado e foi de grande utilidade.
Neste livro o leitor pode encontrar variadas informações desde uma breve história sobre os cruzeiros marítimos, à apresentação de diferentes áreas referentes a um cruzeiro, a conselhos sobre a preparação e escolha de um cruzeiro, etc.
De referir que o autor é o Presidente da “Abremar” (Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos), tendo um vasto curriculum académico e profissional na área do turismo de cruzeiros. De salientar que Ricardo Amaral assumiu em 2011 o cargo de diretor da Royal Caribbean Internacional para a América Latina e Caraíbas.

Portos de escala e portos turnaround

Este post tem como objetivo explicar a diferença entre um porto de escala e um porto de turnaround, termos muito utilizados quando se trabalha no ou estuda o setor do turismo de cruzeiros.
Considera-se um porto de escala (port of call) um qualquer porto que integre o itinerário de um cruzeiro marítimo, onde não decorra embarque e/ou desembarque de passageiros.
Um porto de turnaround é um porto marítimo onde decorre embarque e/ou desembarque de passageiros.
Por exemplo no caso de um cruzeiro que tenha início e fim no Porto de Leixões e que no seu itinerário integre paragens no Porto de Lisboa, no Porto de Portimão e no Funchal, considera-se como portos de escala Lisboa, Portimão e Funchal e como porto de turnaround o Porto de Leixões.